7 de junho de 2019

Bioconcreto: saiba com essa inovação pode ajudar a mudar o mercado da construção civil

O bioconcreto é um material inovador no mercado de construção civil, ele possui bactérias em sua composição que preenchem rachaduras. Saiba mais sobre sua utilização.

uma mão segurando um pedaço redondo de bioconcreto

Concreto é o material construtivo mais utilizado no mundo. Por isso, é fácil imaginar porque os cientistas estão sempre pesquisando maneiras de produzir um concreto mais forte, eficiente e durável. No entanto, por mais que se desenvolvam técnicas para reforçar e preservar esse material, ainda não há uma forma definitiva de prevenir rachaduras. Mas pode haver uma solução para esse problema: conheça o bioconcreto neste artigo.

O que é o bioconcreto?

O bioconcreto é um material autorregenerativo criado pelo microbiologista Hendrik Jonkers em 2015, na Holanda, e que promete ser o material do futuro: ele possui bactérias em sua composição capazes de preencher as rachaduras com calcário.

alguns blocos pequenos de bioconcreto em formato redondo, quadrado e em pó

 

Como o bioconcreto é feito?

O professor Jonkers passou três anos pesquisando diferentes bactérias até encontrar um tipo que pudesse sobreviver às condições do ambiente do concreto, já que este é um material muito seco e denso. Eventualmente, os testes mostraram que o tipo Bacillus seria o mais indicado, já que se dá muito bem em ambientes alcalinos como o concreto.

Encontrar a bactéria certa foi importante, mas ainda era necessário fornecê-la uma fonte de comida. Depois de os cientistas eliminarem o açúcar como opção, já que ele poderia enfraquecer o concreto, eles decidiram usar lactato de cálcio.

Tanto a bactéria como o cálcio são colocados em cápsulas biodegradáveis e misturadas ao concreto. Quando o concreto racha, água entra nas cápsulas e libera as substâncias. Assim, as bactérias se alimentam do lactato e lentamente formam o calcário que vai fechando as fissuras.

Qual a vantagem do bioconcreto?

O bioconcreto pode aumentar muito a durabilidade das estruturas e economizar quantias significativas de tempo e dinheiro para realizar reparos no concreto, principalmente em estruturas grandes como prédios e pontes. Segundo a HealCon, organização que pretende promover o uso de novo material, só na Europa são gastos anualmente US $6,8 bilhões (mais de R$ 22 bilhões) para reparar edifícios enfraquecidos.

Além disso, há a questão da durabilidade: essas bactérias formam esporos e podem sobreviver por mais de 200 anos nas construções.

Quais os principais desafios para a utilização do bioconcreto?

Os dois principais desafios do bioconcreto são encontrar uma forma de preencher rachaduras largas, e diminuir o seu preço de produção. Atualmente, o material pode reparar fissuras de comprimentos variáveis – de centímetros a quilômetros -, mas a própria ruptura não pode ter uma largura maior que 8mm.

Já com relação ao valor de produção, ainda que seja vantajoso – a economia proporcionada com o emprego do bioconcreto poderá poupar bilhões de dólares com a manutenção de paredes de diferentes construções -, ele ainda custa o dobro do concreto convencional, inviabilizando, por enquanto, seu uso em grande escala.

Gostou de saber mais sobre o futuro do concreto? Comente abaixo o que achou da invenção do bioconcreto.


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