25 de outubro de 2018

Garrafas plásticas são utilizadas como insumo na fabricação de concretos mais fortes

Na busca de uma forma de solucionar dois problemas de uma só vez, estudantes e pesquisadores do MIT descobriram uma maneira de utilizar garrafas pet recicladas no desenvolvimento de concreto mais forte.

Um dos desafios do mundo moderno é encontrar o equilíbrio entre o desenvolvimento e preservação do meio ambiente. 

Durante o processo de busca por alternativas, estudantes e pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriram uma maneira de utilizar garrafas pet recicladas no desenvolvimento de concreto mais forte, resolvendo dois problemas de uma só vez: a crescente demanda de um concreto mais resistente e o grave problema de garrafas pet poluindo o meio ambiente.

Explicando o processo

Durante testes realizados desde o início do ano, os pesquisadores descobriram que expor os pedaços de plástico a uma quantidade inofensiva de radiação gama permite que esse plástico irradiado seja acrescentado na composição do concreto, fortalecendo sua mistura em até 15%.

Além desse fortalecimento e da reciclagem de garrafas pet, esse novo método de produção de concreto ajuda na redução da emissão de gases de efeito estufa. E isso é importante já que a produção do concreto é responsável por 4,5% do lançamento desses gases na atmosfera.

As pesquisas com o concreto reforçado continuam

De acordo com os responsáveis pelo experimento, as garrafas de plástico que são retiradas dos aterros sanitários e centros de reciclagem, são trituradas, irradiadas e acrescidas no concreto. Esse tipo de processo tem o potencial de retirar os resíduos do meio ambiente e colocar nos edifícios e construções.

Essa ideia surgiu durante um projeto da matéria Sistemas Nucleares e não vai parar por aí. Já foi anunciado que até o momento o acréscimo de 1,5% de plástico no concreto deu certo e os estudos já buscam meios de aumentar essa porcentagem.

Apenas esse resultado já é uma vitória, uma vez que o plástico, no início das pesquisas, estava enfraquecendo o concreto, mas ao expor essas partículas a radiação gama os cientistas notaram que estavam atingindo o grau de resistência desejada.

Falando em vias gerais, o concreto reforçado com doses plástico com mais irradiação e junto com cinzas volantes, também usadas na mistura, apresentaram um resultado ainda melhor, com 15% de aumento da resistência.

Essa radiação gama na qual nós falamos é utilizada na descontaminação de alimentos e não deixa traço de radiação, sendo um método completamente seguro. A partir daí testes foram realizados para comparar a resistência do concreto “turbinado” com os que foram acrescidos com derivados do petróleo não submetidos à radiação. 

Os planos agora são de aplicação global, aumentando cada vez mais a influência desse novo tipo de concreto no meio ambiente.

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Até a próxima!


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